segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

TURISMO

         Mirante : do alto ,visão privilegiada 



                       A 250 metros de altura e proporcionando uma vista de 360º, o Mirante de Joinville fica no topo do Morro do Boa Vista e oferece a mais bela vista panorâmica da cidade, da baía da Babitonga e de São Francisco do Sul. O atrativo tem acesso livre ao público.O fôlego perdido na escadaria ou nas trilhas  é compensado pelo visual.

         De vários pontos de Joinville é possível enxergar o morro do Boa Vista. Os dias chuvosos tornam difícil a visualização, deixando o morro quase apagado, abraçado por nuvens, mas os momentos de sol permitem que ele se destaque. Dá até para enxergar as antenas de telecomunicações e o Mirante, um dos pontos turísticos mais visitados da cidade.





Para os turistas, subir o Mirante é uma experiência que revela muito sobre Joinville. Apesar da grande área verde e das ruas simetricamente retas, a vista mostra que os rios, lagos e o mar fazem desenhos misteriosos. No horizonte, montanhas longínquas ganham tons de azul escuro, o que não se consegue reparar só andando pelas ruas da cidade. É possível enxergar também as montanhas que prendem as nuvens em Joinville. Elas são as responsáveis por uma das principais características da cidade: as insistentes chuvas.O contraste fica por conta do azul do céu e das nuvens branquinhas, que são um espetáculo à parte do qual, no Mirante, somos espectadores na primeira fila. Mas não são apenas os turistas que se encantam com a Joinville vista do morro. Visitar o Mirante pode ser uma rotina também para os que, de lá, testemunham o crescimento da cidade.



         Criado por Decreto Municipal nº. 6.960/92 Área: 17.000 .Está Localizado no alto do Morro da  Boa Vista, à 250 metros de altura, proporciona uma maravilhosa vista panorâmica de 360º de Joinville, da Baía de Babitonga e de São Francisco do Sul. Um passeio imperdível.

PATRIMÔNIO HISTÓRICO ARTÍSTICO E CULTURAL

Museu  fundição  tupy


A história do Museu da Fundição iniciou-se em 1980 durante uma feira de ciências que expunha as etapas de produção de uma peça fundida. O presidente do Grupo Tupy, uma das principais empresas produtoras de peças em ferro fundido do país, que na época era o Dr. Dieter Schmidt, sugeriu à equipe que trabalhou nesse projeto a criação de um museu da fundição. Assim, foi inaugurado em 1981 o Museu da Fundição, que teve seu acervo formado gradativamente através da doação de diversos equipamentos ligados à metalurgia, feita por várias empresas da região.
Fazem parte do conjunto de peças presentes no museu amostras mineralógicas, rochas, máquinas, moldes, equipamentos e peças artísticas. Sendo que entre os objetos que mais chamam a atenção dos visitantes estão os fragmentos do foguete Saturno 1, lançado em 1964 pela Nasa. Logo, a criação do Museu da Fundição fortaleceu o panorama industrial, que faz parte da história econômica de Joinville, sendo também um atrativo cultural. Além disso, os visitantes têm a oportunidade de conhecer a história e os processos da fundição de maneira geral, e ao mesmo tempo acompanhar como essa atividade foi desenvolvida em Joinville.
Pela importância que a metalurgia tem em Joinville foi criada por volta de 1978 a Festa do Fundidor, em homenagem a Santa Bárbara, protetora dos fundidores. Essa festa. que promove a confraternização de diferentes profissionais da área e das empresas do setor, acabou tendo ligação com o museu.
As visitas ao Museu da Fundição são promovidas de maneira prática e interativa, são realizadas palestras e um trabalho de conscientização, levando os visitantes a entenderem que a fundição é a indústria de base para as demais atividades industriais. Isso mostra a função educativa do museu que é utilizado para desenvolver atividades complementares de diferentes instituições de ensino.
Portanto, o Museu da Fundição, que é mantido pela Sociedade Educacional de Santa Catarina, tem um importante papel para a cidade de Joinville, pois, além de ser um atrativo turístico, promove ações educativas que contribuem tanto para o meio ambiente quanto para o desenvolvimento cultural dos visitantes, expressando também a trajetória histórica das indústrias metalúrgicas de Joinville e de outras regiões.




                  Acervo constituído por cerca de 700 itens, incluindo livros, documentos, fotografias, ferramentas, equipamentos, peças artísticas, minérios e demais artigos ligados à fundição.  Atendimento de segunda a sexta-feira das 7h30 às 11h50 e das 13h às 17h25. A entrada é franca.

Objetivo: Preservar o patrimônio cultural que contempla a história da Fundição e as relíquias mineralógicas.

Público Beneficiado: Estudantes e professores de Joinville, região e a comunidade em geral.
Quantidade de Público Beneficiado:  Em 2010 foram beneficiados 3.461 pessoas.









Local de Realização: Sociesc - Unidade Boa Vista, Rua Helmuth Fallgatter, 3345      
        Telefone: (47) 3461-0289. E-mail : museu@sociesc.com.br

PATRIMÔNIO HISTÓRICO, ARTÍSTICO E CULTURAL



Museu  Fritz Alt


            A casa onde o artista plástico alemão Fritz Alt morou quando vivo é hoje um imóvel tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e preserva as mais de 30 obras produzidas pelo escultor desde sua chegada a Joinville, além de seu ateliê, de objetos pessoais, de fotos e das ferramentas usadas na realização das obras. A maioria das esculturas que estão no local é bustos em gesso e bronze.

        Fritz Alt  tem até mesmo diversas obras espalhadas pela cidade, como o Monumento ao Imigrante, localizado na Praça da Bandeira, no centro da cidade. A localização do museu, no alto do morro do  Boa Vista,  permite uma visão panorâmica da cidade.


       Fonte: Fundação Cultural de Joinville, 2006

HIDROVIA

Hidrovia no  Rio Cachoeira


          A história da navegação comercial entre Joinville e São Francisco do Sul é rica, pois tem haver com os primeiros tempos da economia local muito vinculada aos suprimentos da colônia e na exploração da erva mate e madeira vinda do planalto. Declinou por conta de outras formas de transporte (rodoviário e ferroviário) que ganharam grande impulso no pós-guerra, período em que a manutenção do canal do Cachoeira e Lagoa do Saguaçu deixou de ser feita.



              Na década de 30 a lagoa dispunha de um canal cuja profundidade chegava a 6,5 metros na preamar. Hoje o canal do Cachoeira e da lagoa tem pouco mais de 2 metros de profundidade, situação que serve unicamente à navegação para embarcações de pequeno calado e porte, voltados ao lazer e à pesca artesanal, para aqueles que ainda ousam pescar por ali. O barco Príncipe, para efeito de justiça, foi o responsável pelo retorno da navegação comercial sob a forma de turismo à Lagoa do Saguaçu.

             Deste ponto chego ao conceito de hidrovia. Extraído dos dicionários ou do site: www.brasilescola.com/geografia/hidrovias.htm, “hidrovia é uma rota pre-determinada para o tráfego aquático" em qualquer tipo de corpo hídrico (rio, lagoa, baía ou mesmo o mar). O corpo hídrico serve de “estrada” para o tráfego regular de pessoas ou cargas. Um “canal de navegação” é tecnicamente conhecido como um "caminho" na água, que se encontra balizado levando segurança à quem nele navegue. Na Europa, onde o transporte hidroviário tem vital importância econômica, uma hidrovia ou canal de navegação será homologada sob condições rígidas (calados superiores a 3,5 metros e larguras mínimas de 20 metros) e, mais recentemente, com sistema de gerenciamento da qualidade das águas, da navegação e da manutenção permanente. Em nosso estado, o rio Itajaí Açu, em seus 15,7 km que separam sua foz da ponte na BR 101, tem intenso tráfego comercial, constituindo-se como uma importante hidrovia, por onde  navegam diariamente centenas de embarcações, utilizando o rio como a “estrada” para atividades cujo transporte se dá com grandes navios, barcos de pesca, de suprimentos, de lazer, estaleiros, transporte de passageiros (balsas), fiscalização da Marinha e Policia Federal dentre outras modalidades, todas com um amplo significado econômico, desde a colonização do vale do Itajaí. Estas explicações não diminuem a importância do que foi convencionado chamar em Joinville como a “primeira hidrovia oficial de Santa Catarina”, ação de governo que foi repetidamente inaugurada com objetivo de oferecer uma modalidade de transporte entre dois municípios.

            O esforço obstinado empreendido pelo Governor do Estado para implantar esta opção de transporte e lazer assemelha-se a saga de nosos imigrantes que, sem os recursos ideiais para a navegação, singraram as águas deste rio quando ainda eram límpidas e piscosas. O Rio Cachoeira foi a nossa principal “estrada” do progresso e ainda pode nos ser muito útil se também formos obstinados na recuperação e desassoremanto das suas águas. Este é o desafio imposto e pelo qual realmente poderemos nos orgulhar. Rendo então uma homenagem especial ao Comandante Celso Brites, que sem pompa nem circunstância, manteve acesa a navegação entre Joinville e São Francisco do Sul nos últimos 20 anos, desafiando as poluídas e assoreadas águas da Lagoa do  Saguaçu, oferecendo aos  joinvillenses  e turistas a oportunidade e encanto de ver, na plenitude, as belezas da Baía da  Babitonga. Inspirados ou não pelo ufanismo, vamos  fazer o trabalho de casa recompensando este rio com a sua antiga  vitalidade, que foi sacrificada em prol de uma cidade. - “As coisas que queremos e parecem impossíveis só podem ser conseguidas com uma teimosia pacífica”.  (Mahatma   Ghandi)

HIDROGRAFIA


Lagoa do Saguaçu

         Saguaçu é o nome da lagoa na qual deságua o Rio Cachoeira e que continua na Baía da Babitonga .  Saint  Hilaire erroneamente a chamou de rio. Deriva  de “Eça”, que quer dizer olho e “ guaçu ” , grande,  porque do alto a lagoa se parece com um olho grande.

MEIO AMBIENTE

O Cachoeira está menos poluído

          Se um jornal estampasse, hoje, na sua primeira página, uma manchete dizendo "Rio Cachoeira está menos poluído", certamente provocaria risos da população de Joinville, acostumada a associar o nome do rio à sujeira. Mas esta é a verdade. O Cachoeira está menos poluído que há dois anos. O elogio feito à cidade na revista "Veja" da semana passada, pela forma como está sendo tratado o rio, não é uma afirmação vazia. É baseada em dados obtidos a partir de coleta de amostras em várias partes do Cachoeira e comparadas com dados de outras épocas.Tal "milagre" está acontecendo graças ao empenho de entidades ambientalistas, empresas e administração pública. A conscientização para a preservação do rio Cachoeira, que já foi o meio de escoamento da riquezas da região, sobretudo a madeira, nas décadas de 30 e 40, coloca a cidade como exemplo para o resto do País. A citação em uma revista de circulação nacional e com a credibilidade que goza a revista "Veja" deve servir de estímulo para que esse trabalho continue.



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           O Cachoeira do passado, com a circulação de barcas que escoavam a produção da cidade. O Cachoeira dos banhos coletivos, das pescarias e das regatas. O Cachoeira de hoje, que agoniza, mas dá sinais de uma revitalização possível. E o Cachoeira do futuro, que ainda habita projetos e plantas arquitetônicas, mas que seria um parque de lazer compatível com a ambição de Joinville, de manter-se entre as 10 melhores cidades do País para se viver.

HIDROGRAFIA

 Bacia Hidrográfica do Rio Cachoeira


               Atravessa a área urbana do Município de Joinville no sentido NO-SE, passa pela Lagoa do Saguaçu e desemboca na Baía da Babitonga. Esta Bacia recebe contribuição dos Rios Morro Alto, Matias, Jaguarão,  Bucarein , Itaum , Itaum-Mirim,  Santinho, entre outros, possuindo  área total de  84,82 km² . Suas águas apresentam elevado grau de poluição química e orgânica, originada por despejos de esgotos industriais e domésticos  (FATMA, 2003). Devido à existência de uma rede de coleta de esgotos que atende a apenas 8% da população residente nessa Bacia, a rede de drenagem pluvial que desemboca no Rio Cachoeira vem sendo utilizada, também, para coleta e transporte dos despejos domésticos, fazendo com que o Rio Cachoeira seja conhecido como um dos casos mais graves de poluição de cursos de água do Estado de Santa Catarina.


                
                 O problema da poluição desse rio é agravado pela redução de vazão e/ou reversão de fluxo que elevam a concentração dos agentes poluidores e são causadas pela influência que a maré exerce sobre o mesmo. A retirada da cobertura vegetal que existia nas proximidades dos cursos de água e a s atividades de movimentação de terra irregulares (cortes e aterros) propiciaram a erosão e o assoreamento da rede de drenagem da Bacia do Rio Cachoeira. Esse assoreamento prejudica o escoamento das águas e, em períodos de chuvas intensas associadas com a maré alta, ocorrem enchentes nos locais mais baixos da área urbana.

HIDROGRAFIA



Bacias Independentes da Vertente Leste

           Unidade de planejamento e gestão dos recursos hídricos :  bacias hidrográficas independentes da vertente leste; As Bacias Independentes da Vertente Leste caracterizam-se pelo fato dos seus cursos de água nascerem junto aos Morros do Boa Vista e Iririú e desaguarem diretamente na Baía da Babitonga  .“Vertente da Boa Vista” está localizada na região leste, portanto pertence á bacia hidrográfica Independente da Vertente Leste, cujos riachos nascem no Morro da Boa Vista e deságuam no Braço do Rio Cachoeira. São riachos de pequena extensão que, a partir da Rua Helmuth  Fallgatter, foram interceptados por galerias e rede de drenagem pluvial das vias públicas, que descarregam, alguns a céu aberto, no Braço do Rio Cachoeira. Essa é a realidade das demais bacias hidrográficas de Joinville. A implantação das redes de drenagem pluvial e canalização dos fundos de vale , ocasiona em muitos casos a transposição de sub-bacias.


1785: No (FUNDEMA, 2006).

MEIO AMBIENTE


"Pulmão verde" de Joinville ainda resiste
              O morro do Boa Vista, um dos principais pulmões verdes de Joinville, começa a sofrer com a especulação imobiliária. Mesmo com legislação proibindo sua ocupação acima dos 40 metros, ecologistas e moradores do local estão preocupados com a possível ocupação da área. Encrustrado no centro de Joinville, o morro é referência para quem chega. Nas primeiras incursões dos colonizadores alemães, um dos primeiros pontos avistados a partir da baía da Babitonga era o morro do Boa Vista. A imponência do morro fez com que nele se localizasse um dos pontos turísticos mais procurados - e nem tão conservado - da cidade: o mirante. O morro chegou a ser batizado pejorativamente como "paliteiro", pelo grande número de antenas de rádios e televisões que tomaram o local com a anuência do poder público.

Segundo ambientalistas, o morro do Boa Vista é uma área verde de grande importância para a cidade, funcionando como uma espécie de filtro da poluição industrial. Além disso, o morro tem inúmeras nascentes que abastecem cerca de cinco mil famílias e contribui para amenizar o micro-clima da região. A degradação do local, na opinião dos órgãos ambientais da região, também pode reverter num aumento do assoreamento do leito do rio Cachoeira que corta o centro de Joinville.
Os ambientalistas estão preocupados com a exploração e a ocupação irregular da área verde que, por causa da degradação, pode desaparecer do mapa em menos de uma década. Dados da organização não-governamental Vida Verde revelam que 30% dos oito quilômetros do morro já foram degradados, principalmente nas imediações da rua Helmut Fallgatter, uma das regiões próximas à baía da Babitonga.


Extinção  da biodiversidade
                     Atualmente, a biodiversidade é típica dos processos dinâmicos de recomposição natural das florestas tropicais. Os ambientalistas temem que a área verde acabe antes mesmo de voltar "ao ponto máximo do desenvolvimento da floresta". Um dos maiores problemas, além da caça clandestina que ainda ocorre na região, é a retirada do palmito Euterpe edulis, espécie ameaçada de extinção que exerce importante papel na alimentação de pássaros e no combate à erosão do solo.
                                             
Com 150 anos de história Joinville só começou a se preocupar com a preservação do Boa Vista nas últimas três décadas, com a promulgação de uma lei municipal que proibiu a ocupação das áreas situadas acima de 40 metros acima do nível do mar. Esta lei, que popularmente ficou chamada de cota 40, vale para todos os morros da cidade. Mesmo assim, por falta de fiscalização e consciência, as invasões continuam.
No ano passado, um projeto de lei da prefeitura também propôs a retomada da urbanização dos morros, especialmente o do Boa Vista, onde existe um grande interesse imobiliário. Levado para a Câmara de Vereadores, o documento continua engavetado porque a Prefeitura não tem verbas para a realização de um diagnóstico geral da área, com demarcação de seus recursos naturais, interações com a cidade e os impactos que um loteamento pode causar na região. O projeto é cobrado por proprietários que, impossibilitados de explorar o local, cobram indenizações do município. Na opinião dos vereadores que atuaram na comissão de Legislação e Justiça da Câmara de Vereadores, os proprietários têm direito a indenização.

Fonte: FUNDEMA/PMJ. Unidades de conservação.

MEIO AMBIENTE

Preservação e concretização do Parque Morro  do  Boa Vista

                   A preocupação sobre a ocupação urbana desordenada no município de Joinville ,  tem gerado, ao longo do tempo, inúmeros questionamentos e leis para disciplinar e coibir o avanço sobre áreas de preservação ou de relevante interesse ambiental. Neste contexto se enquadra o Morro do Boa  Vista, considerado a maior área verde central da cidade, e que tem sido alvo de inúmeros casos de invasões e degradações. O desenvolvimento urbano de Joinville ocorreu em torno do Morro  do  Boa Vista, estrategicamente localizado no centro da cidade. A ocupação do morro teve início a partir da segunda metade do século XX, em conseqüência do crescimento da cidade.
           Com a urbanização do Morro do  Boa Vista, a cobertura vegetal foi alterada devido a supressão da vegetação para fins agrícolas, extração de madeira e lenha da floresta, extrati­vismo de outros produtos, como a caça e o palmito. A medida que a população aumentava, as vertentes do morro eram ocupadas pelo cultivo de alimentos e pastagens.
             Considerado como um marco de referência na paisagem   joinvilense  , o Morro do Boa Vista era, originalmente, coberto pela Floresta Atlântica  Ombrófila  Densa, capaz de abrigar uma grande variedade de espécies animais, tais como onças, antas, veados e, em especial pássaros, inclusive em rota migratória



            Após sucessivos desflorestamentos, a floresta  do Boa Vista apresenta-se, atualmente, em adiantado estado de regeneração, com uma apreciável biodiversidade, típica dos processos dinâmicos de recuperação natural das florestas tropicais, na qual vários grupos de espécies da flora e fauna se sucedem no tempo, em direção ao estágio clímax, de máximo desenvol­vimento da floresta. Nas bordas da mata, que apresentam maior grau de degradação, po­demos observar uma vegetação constituída de gramíneas, samambaias e outras espécies mais aptas ao ambiente adverso, caracterizando o estágio inicial do processo de regeneração florestal. À meia encosta, nas áreas perturbadas por sucessivos desflorestamentos, apresen­tam-se um mosaico de estágios médios de regeneração, representados por formações de jacatirão (Tibouchina SP ),  guapuruvu,  erva de anta, bacupari, cedro, canela, cipós e grande variedade de epífitas.


A floresta do Morro do Boa Vista tem grande importância sócio-econômica, ecológica e ambiental para o Município. Entre fatores de sustentabilidade que a floresta agrega ao am­biente urbano, podemos citar: amenização climática, depuração do ar, estabilidade geomor­fológica, proteção dos recursos hídricos - estima-se que mais de 5.000 pessoas se abasteçam das inúmeras fontes de água do morro, amenizando o problema do abastecimento público local, que é crítico em épocas de  seca , subsídios didáticos e científicos, além de lazer, pa­trimônio cênico e turístico.

MEIO AMBIENTE

         Unidade de Conservação da Natureza -Área de Relevante Interesse Ecológico Morro do Boa Vista




         De acordo com o Decreto de Criação da ARIE do Morro do Boa Vista (Decreto nº 11.005 de7 de Março de 2003), esta Unidade de Conservação foi criada pelas seguintes necessidades:
− Conservar a expressiva vegetação, remanescente da Mata Atlântica, que se encontra inserida na malha urbana;

− Promover, pela sua utilização e investigação, desejável conscientização ecológica da área do Morro do Boa Vista, que é sítio ecológico de notável beleza e imenso potencial paisagístico.



− Coibir uma futura ocupação indesejável e corrigir problemas decorrentes da atual ocupação;
− Oferecer ao público em geral a possibilidade de acesso a ambientes ecológicos para o lazer, ativo e contemplativo, em contato com a natureza

domingo, 1 de janeiro de 2012

MEIO AMBIENTE


“Manter os ecossistemas naturais de importância regional ou local e regular o uso admissível dessas áreas, de modo a compatibilizá-lo como  objetivos de conservação da natureza”.
foto de Leonardo Fuzaka: expedição morro boa vista
Relevo
Vertente leste do Morro do Boa Vista

vista aérea da vertente leste do morro do boa vista
  Morro do boa vista
          As  morrarias  consistem-se de elevações residuais compostas por gnaisses granulíticos e formações  ferríferas associadas com rochas  orto derivadas e ainda quartzitos, no caso das maiores elevações.Estão presentes em cerca de 10 % do município, e possuem elevações que variam de 20 à 100metros de amplitude. Constituem elementos topográficos, tais como de Colinas, Outeiros e Morros. Elevações maiores que 100 metros caracterizam os Morros Isolados, representados pelos morros do  Iririú e Boa Vista.Ocorrem principalmente em área entre a Serra do Mar e a planície Fluvio marinha,  e  na porção sul do município, o qual denota sua divisa.

   Remanescentes de manguezais da região leste de Joinville:
         Ao longo das margens do rio Cachoeira e do braço do rio Cachoeira, no entorno da Lagoa do Saguaçu, onde não se faz presente a ocupação humana. Parte está localizada fora do perímetro urbano da cidade;

marisma no manguezal do rio cachoeira,próximo a rua geranios.



Fonte: PMJ, Programa de proteção dos remanescentes de manguezais da Baía da Babitonga, 2002, folha 2/2.

GEOGRAFIA

ÁREA: 5,85 km2

DISTÂNCIA DO CENTRO: 2,47 km

DELIMITAÇÃO DO BAIRRO:

Inicia na confluência da Rua Albano Schmidt com a Rua Tenente Paulo Lopes, desse ponto, segue pela Rua Albano Schmidt, Rua Desembargador Tavares Sobrinho, Rua Niterói, Rua Noruega, prossegue pela linha do Perímetro Urbano da Sede, no sentido horário, pelo rio Cachoeira e continua pela reta de projeção do eixo da Rua Cachoeira até a isoípsa do 40,00m (quarenta metros) do Morro Boa Vista, segue por esse, no sentido anti-horário, até a Rua Pedro Lessa, desse ponto, segue, em linha reta, até o pico mais alto do Morro Boa Vista e em outra linha reta, até o entroncamento da Rua Xavier Arp com a Rua Papa João XXIII, prossegue pela Rua Xavier Arp e Rua Tenente Paulo Lopes, até o ponto inicial.

CRIAÇÃO DO BAIRRO: Lei nº. 1.526, de 5 de julho de 1977. Lei nº.1.681, de 10/09/1979. Lei Complementar nº. 54, de 18/12/1997.
LOCALIDADE / LOTEAMENTO:
Morro da Caixa, Vila Vicentina, Urbano Mangue Boa Vista,Agrícola Boa Vista, Distrito Industrial Tupy, Parque Flamengo, Loteamento Santa Luzia, etc.

residencial Boa Vista

condomínio residencial Adriana







POPULAÇÃO:
- Total: 17.630;
- Homens: 8.722;
- Mulheres: 8.908.
Fonte:Estimativa IPPUJ 2008.
-Faixa etária da população
8% - 0 a 9 anos         16%- 10 a 19 anos        9% -20 a 29 anos          13%  -30 a 39 anos                20% - 40 a 49anos    16%- 50 a 59 anos        18%   60 anos ou mais                                        
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde 2007.
-Densidade demográfica: 3.013 hab./km2.


POTENCIAL ECONÔMICO DO BAIRRO (número e % em relação ao município):
- Indústrias: 85 (5,2%);
- Comércios: 575 (5,5%);
- Serviços: 555 (4,1%).
Fonte: Prefeitura Municipal de Joinville / Cadastro Técnico 2008.
RENDA/HABITANTE
Até 1 salário mínimo 4% 3%1 a 3 salários mínimos  12% 5%1 a 3 salários mínimos 3 a 5 salários mínimos 23% 5 a 10 salários mínimos 28% 10 a 15 salários mínimos 15 a 20 salários mínimos 25% Acima de 20 salários mínimos Fonte: Censo Demográfico IBGE 2000.
RENDA PER CAPITA DO BAIRRO EM SALÁRIO MÍNIMO*: 2,50 sm /mês.
(Diagnóstico da Exclusão Social em SC 2000).
*conforme salário mínimo (R$ 151,00) medida provisória Nº. 2.019 23/03/2.000
SAÚDE:
- Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, Posto de Saúde Bakitas, PAM – Pronto Atendimento Médico Boa Vista.